Enola Holmes

Não tem como não se apaixonar por esse filme. Além de ser uma aula de branding e storytelling, é um roteiro INCRÍVEL e por mais que seja de época, não deixa de ser completamente atual.

Vamos à fatos óbvios -ou nem tanto assim, porque já causaram rebuliços na internet-: Um dos filmes mais assistidos da Netflix, aclamado pela crítica e boa pontuação de hanking.

Enola é irmã mais nova do nosso velho conhecido Sherlock Holmes.

Enola Holmes - Análise @girlpowerpoa

Há quem duvide que foram personagens criados, que nunca existiram. Sherlock, foi no máximo, inspirado em um famoso detetive britânico. Mas ele nunca foi real. Todo o branding ligado ao storytelling já começa aí.

Quem assistiu a série do Sherlock na Netflix, já conhece o irmão mais velho de ambos, Mycroft. Chega a ser um personagem patético, inclusive, MAS ele é muito necessário no desenrolar da história.

O storytelling é tão bem construído (e isso cativa super o público, diga-se de passagem), que depois da estreia de Enola na Netflix, uma das buscas mais feitas na internet era "Sherlock Holmes existiu?", "Enola Holmes é uma mulher real?" e coisas desse sentido. Incrível, né? Um personagem criado causou tanto e mexeu tanto com as pessoas (principalmente por identificação com as questões e mensagens abordadas, que elas tiveram dúvidas e foram atrás disso! Parabéns aos envolvidos!).

Continuando, tão forte foi a MARCA de Sherlock por ANOS, sendo construída, virando meme, sendo conhecida pelo mundo todo, que agora não houve dúvidas que seria um sucesso um filme contando uma história sobre a irmã dele. Enola mesmo que não fosse a personagem principal, seria muito bem notada. Destemida, corajosa, feminista, lutando contra o machismo e misoginia da época, sendo criada de maneira irreverente pela mãe que resolve sumir no aniversário de 16 anos dela.

Muito embora o filme não trate dos irmãos, é bem clara a relação que ela tem com eles. Com Sherlock, ela exala admiração pelo detetive incrível e mundialmente conhecido que se tornou. Com Mycroft, é pura indignação e indiferença.

O filme tem um romance muito nítido em alguns sentidos. Enola tem apenas 16 anos, e começa a entender sobre relacionamentos, sobre interesse em garotos, sobre escolher permitir alguém entrar na vida dela ou ela continuar no caminho dela sem distrações, como a mãe dela já tinha ensinado.

Ela compreende o papel que a sociedade exige da mulher, mas também entende que ela não é obrigada a seguir nesse caminho, se ela não quiser. Com uma mãe revolucionária, ela é criada em casa, educada pela mãe, adora leituras clássicas e é uma jovem um tanto quanto diferenciada. Irreverente.

Enola fala com o expectador, interagindo e parando tudo o que faz, enquanto a cena congela, teoricamente, com comentários que ela faz sobre o próprio filme ou por vezes, só olhares, onde fica claro o que ela pensa, sem dizer qualquer coisa e isso é muito cativante. A intenção é aproximar o público e criar um laço de amizade. Missão cumprida.

Os irmãos demoram um pouco a aceitar e perceber isso. Mycroft nunca aceitou e nem vai aceitar. Sherlock entende que ela pode estar seguindo os passos dele, tamanha admiração por ele e ao longo do filme, fica nítida a reciprocidade entre os dois, além de ele entender que ela mesma é responsável pela vida dela, que consegue se virar sozinha e tá ótima do jeito que tá.

Por alguns, vista como rebelde, por outros, vista como uma menina à frente do seu tempo, persuasiva e persistente. Inteligentíssima, forte e guerreira.

O filme é cheio de história, esclarecendo coisas até sobre política.

Elenco de peso, incrível (fãs de Harry Potter irão adorar- spoiler!).

É um filme pra ser prestar atenção. Ver com calma e até rever, quantas vezes quiser. Cheio de detalhes e "pulos do gato" que a gente pode perder de primeira vista.

Não é um filme pesado, é bem lúdico e gostosinho de assistir, então prepara o baldinho de pipoca e já aproveita pra chamar a criançada junto - é ótimo pra educar meninas a não seguirem padrões e normas da sociedade machista!!!!-, que tem tudo pra virar mais um clássico juvenil.

Ouso dizer que uma nova geração de Hermione Granger possa estar surgindo com Enola Holmes, levando em conta o fato de já estarem pedindo a continuação do filme.

Dito isso, é imperdível, né?

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