Análise Emily em Paris

Emily é uma menina determinada.

Ela encara desafios de frente, em situações adversas. Ela é proativa. Ela se muda pra Paris pensando no trabalho, curtir a cidade e de quebra, conseguir uma promoção depois de um ano, quando voltar pra casa, em Chicago.

Emily não pensa duas vezes antes de aceitar a transferência. Ao contrário de pedir ao namorado 'permissão' pra ir passar o ano fora, ela apresenta todos os motivos de porquê ele deveria ficar animado com a situação. Alguns podem chamar de egoísmo, mas se fosse o contrário, um home fazendo isso, esperariam que a mulher se mudasse com o cara OU que eles terminassem.

Quem termina o relacionamento é o namorado da Emily, vendo que ela tá em uma posição melhor que a dele, perto de ser promovida, feliz, em uma cidade incrível e se dando bem no trabalho, mesmo com tanta barreira cultural e tendo sido vítima de bullying e piadas de mau gosto entre os colegas, até ganhar a confiança deles no escritório em Paris.

Análise Emily em Paris @girlpowerpoa

Fiquei feliz por ela entender que o problema não era ela, mas sim ele. Ligar pra ela no meio da madrugada sem pensar em fuso horário e achando que tava ok. Ela leva numa boa, faz a vontade dele pra ele conseguir ficar felizinho -e provavelmente por ela estar com saudades e querer ficar um tempo conversando com ele e precisar de uma pessoa próxima e de confiança pra desabafar-.

Existe diversidade cultural no elenco e racial. O que torna a história ainda mais incrível. Existe quebra de padrões. Existe construção de confiança e comunicação, confidencialidade, entendimento profissional e principalmente, valorização do trabalho por parte dos clientes.

Além do enredo em si ser todo bem trabalhado nas questões feministas (Emily para totalmente uma gravação de uma campanha de perfume onde a atriz passa nua, em meio à 6 homens olhando ela de cima abaixo, no conceito de estar usando um perfume e sendo desejada, sendo o sonho feminino ser desejada por todos os homens e quando Emily vê a cena, pergunta se esse nãos seria o sonho dos homens, imaginar que todas as mulheres gostariam de serem desejadas por eles, e então ela dá a ideia da campanha perguntar ao público, se seria SEXY ou SEXISTA e o dono da marca de perfumes aceita o desafio e concorda com ela.) e de empoderamento (Emily nega por várias vezes, as intensas tentativas de assédio dos clientes, deixando claro que a punica relação que poderia acontecer seria profissional) que eles abordam em cada frame da série.

Emily enfrenta barreiras de linguagem.

Ela é transferida pra Paris sem falar francês. Ela se matricula em um cursinho, começa a tentar colocar em prática coisas no dia a dia até se acostumar com o sotaque e cultura. É um choque, realmente. Uma menina sozinha, em um outro continente, outro país, não sendo bem aceita pela cultura, trabalho e tendo que lidar com tudo isso e ainda mostrar o seu próprio valor como profissional. É um crescimento muito grande. Desenvolvimento pessoal, coisa que todos nós, em algum momento da vida, passamos. Pra não falar da história em si, que a Emily é uma baita talarica pegando o boy da amiga, mas ele também não sendo flor que se cheire, tenso mil e uma oportunidades de falar pra ela: "oi, tenho namorada, tudo bem querida?!"...

Mulheres sendo culpadas pelos joguinhos e omissões masculinas. Nenhuma novidade por aqui. Enfim, tratando de relacionamento, uns macho babaca e tóxicos são sempre bons nos filmes e séries pra gente lembrar que existem e tem sempre um nos esperando na esquina, né? Todo cuidado ainda é pouco.

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